O que é placentofagia?

O que é placentofagia?

Última atualização: 18 Março, 2021

Atualmente, têm sido feitos muitos estudos que destacam o fato de que, após o parto, as mulheres podem comer a placenta. Essa ação é chamada de placentofagia. A placenta pode ser ingerida de várias maneiras, sendo as mais comuns encapsulada, em formato líquido ou cozida. Embora em algumas culturas a placenta seja importante, nem todas as mães a ingerem.

A placenta é um órgão que se desenvolve durante a gravidez. Ela se forma entre a mãe e o bebê, e funciona como uma proteção para a criança no útero. Uma grande quantidade de vitaminas e minerais se acumula na placenta durante a gestação. Além disso, ela contém um hormônio chamado somatomamotropina coriônica, que ajuda a estimular a produção de leite materno.

Foi observado que todos os animais comem a placenta após o parto, pois ela contém substâncias nutritivas importantes. É algo muito normal em quase todos os tipos de mamíferos que acabam de dar à luz. Essa ação é feita para eliminar o sangue e evitar que os filhotes fiquem em perigo, pois o cheiro pode atrair predadores.

Os hormônios que esse órgão contém servem para compensar o déficit hormonal da mãe após o parto. Acredita-se que sua ingestão também pode ser benéfica em humanos, pois reduz a dor no pós-parto e fortalece os laços entre a mãe e o rebento.

A maternidade é a mais importante de todas as profissões. Exige mais conhecimento do que qualquer outro assunto relacionado ao ser humano.

~ Elizabeth Candy Stanton ~

Como a placentofagia é realizada?

Barriga de mulher grávida com flores.

Segundo alguns estudos, a placentofagia traz muitos benefícios para a parturiente. A placenta é rica em estrogênio, o que ajuda a reduzir o sangramento pós-parto. Isso sensibiliza o músculo uterino para que se contraia com os efeitos da oxitocina. Quando o útero se contrai, evita a perda de sangue no local de onde a placenta se desprendeu.

Alguns especialistas sugerem incluir a placenta nas receitas a fim de consumi-la. Infelizmente, ao contrário da carne, que é muito musculosa, a placenta não tem essa composição. Assim, se for cozida, os benefícios que a mãe poderia receber provavelmente serão destruídos. Isso acontece porque muitas das proteínas, dos hormônios e dos produtos sanguíneos se decompõem durante o cozimento.

Até o momento, a forma mais conhecida de realizar a placentofagia é o encapsulamento da placenta. Esse método se baseia na remoção do órgão e sua posterior transformação em uma pílula. Dessa forma, é muito mais fácil para as pessoas ingerirem esse produto sem problemas. Em particular, evita que qualquer possível sentimento de asco ou repugnância ao ingeri-lo.

Por que ingerir a placenta?

Placentofagia: o ato de comer a placenta.

Não é obrigatório que nenhuma mãe coma sua própria placenta. No entanto, aquelas que assim escolherem poderão tirar muito proveito disso. Ao mesmo tempo, lembre-se de que ao longo da vida você não terá muitas oportunidades de realizar essa experiência, por isso vale a pena considerá-la.

Outro dos principais motivos para a realização da placentofagia está relacionado à depressão pós-parto. Também ajuda a ter uma recuperação mais rápida após o parto e uma cura mais rápida de feridas produzidas no parto. É um bom calmante, ajudando a reduzir a dor e beneficiando a relação entre a mãe e o bebê

As mulheres que realizam a placentofagia a veem como algo tão natural quanto amamentar seu bebê. Diz-se que essa prática respeita os mecanismos da natureza, embora até recentemente ainda fosse considerada um tabu.

Alguns riscos de placentofagia

A maioria das placentas apresenta infecções devido ao grande número de bactérias. Em alguns casos, a placentofagia já foi negada devido à má qualidade da placenta. Por exemplo, quando o mecônio, isto é, fezes fetais, está presente, esse órgão não deve ser ingerido.

É importante que os defensores da placentofagia contribuam com estudos que possam demonstrar os benefícios da placenta quando ingerida. Ao mesmo tempo, é necessário certificar-se de que tal ingestão não acarretará riscos para quem a considera.

Na maioria dos casos, a recusa dessa prática se deve ao estado da placenta. Nem sempre esse produto está em condições ideais para ser consumido. Da mesma forma, às vezes o processamento da placenta a ser ingerida pode diminuir suas propriedades.

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