Por que o videogame não substitui o exercício físico?

Você acha que seu filho pratica esportes quando joga futebol no videogame? Na verdade, não é bem assim. Saiba mais.
Por que o videogame não substitui o exercício físico?

Última atualização: 29 março, 2022

A atividade física é um dos pilares fundamentais da nossa saúde e é necessária todos os dias, conforme a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse sentido, vale esclarecer que o videogame não substitui o exercício físico, nem mesmo aqueles que simulam uma situação esportiva.

Um dos principais rivais da atividade física é a tecnologia, pois ela tem sido responsável por aumentar o número de horas de inatividade. Em longo prazo, esse hábito contribui para um estilo de vida sedentário.

Muitos pais perceberam isso e estigmatizaram esses dispositivos. Alguns criadores de consoles também perceberam isso e desenvolveram videogames focados no movimento corporal. Mas será que eles são úteis? A seguir, contamos tudo sobre o assunto para você.

O videogame substitui o exercício físico?

Seguindo o alerta de especialistas, algumas empresas (como Nintendo ou Microsoft) optaram por projetar videogames que promovam a movimentação corporal.

Esse tipo de entretenimento favorece a queima de calorias, mesmo quando se joga sentado. No entanto, é importante esclarecer que o corpo requer e mantém uma ingestão calórica básica mesmo em repouso. Portanto, o argumento da queima de calorias não é suficiente para justificar a substituição do exercício físico por essa atividade.

Videogames interativos

Menino segurando bola com videogame nos olhos.

Um dos objetivos dos videogames interativos é promover a atividade física dos jovens. Para avançar em seus objetivos, os jogadores devem dançar, mover seus membros e até mesmo pular.

Segundo análise publicada na revista Obesity Reviews, os videogames ativos trazem alguns benefícios para o corpo de crianças e adolescentes. No entanto, devem ser considerados como uma atividade complementar e não como um substituto do exercício físico.

Concluindo, os videogames interativos não são em si negativos para a saúde dos jovens, mas não podem ser o único exercício semanal.

Por outro lado, de acordo com um estudo publicado pela revista The Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, os videogames ativos são melhores na redução do índice de massa corporal (IMC) de jovens em comparação com uma intervenção esportiva mínima. No entanto, eles não promovem a atividade física convencional.

O mundo muda e os costumes também

Como mãe, seu objetivo não deve ser proibir o uso de tecnologia, e sim ensinar seus filhos a usá-la com responsabilidade. Isso pode ser difícil, especialmente se você não for o melhor exemplo. Apesar disso, é preciso se adaptar às mudanças e aceitar que os jovens de hoje em dia vivem em uma época diferente da sua.

Quanto à utilização dos consoles ou do computador, aconselhamos manter certo controle sobre o tempo de jogo e o tipo de atividade que os seus filhos realizam.

De acordo com uma publicação da Universidade das Ilhas Baleares, manter um horário adequado para brincar usando a tecnologia oferece uma série de benefícios emocionais para crianças e adolescentes.

Importância do exercício na infância e na adolescência

Além da prevenção do sedentarismo, a atividade física e os exercícios físicos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento dos nossos filhos. Na verdade, são considerados hábitos de vida saudáveis pela OMS.

Segundo uma publicação da Revista Cubana de Medicina Geral Integral, a atividade física no contexto escolar favorece a criação de hábitos saudáveis para o presente e para o futuro.

Além disso, favorece o desenvolvimento de algumas habilidades sociais, melhora o estado psicológico da criança e contribui para sua saúde física.

Videogame e exercício físico, atividades individuais

Jovem adolescente em uma partida de futebol.

É claro que os videogames oferecem certos benefícios quando usados com responsabilidade. Por isso, não é aconselhável proibi-los, e sim regular seu uso.

A vida dos nossos filhos não deve girar em torno da tecnologia e, independentemente do tipo de console usado, os videogames não substituem o exercício físico.

Nesse sentido, aconselhamos que você motive seus filhos a fazer pelo menos 30 minutos de exercícios físicos por dia. Incentive-os a buscar o esporte como uma alternativa mais divertida.

Tanto os exercícios quanto os videogames podem ser atividades recorrentes, mas devem coexistir como práticas individuais e complementares.

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