Quando os pais ficam doentes, o que a criança deve saber?

Quando os pais ficam doentes, o que a criança deve saber?

Última atualização: 15 Março, 2021

Preservar a saúde é tarefa de todos, mas às vezes as doenças chegam sem que a gente preveja essa situação. Hoje em dia, existem doenças terríveis e muitas famílias já foram destruídas por essa situação inesperada. Mas como os filhos reagem à doença de um dos pais? O que devemos dizer à criança nesses casos? Uma das principais preocupações dos pais é poder cuidar de seus filhos para sempre. Mas quando surge uma doença, ela vem sem a menor cerimônia. O fato de um dos pais estar doente representa uma ruptura grave na dinâmica familiar e nunca sabemos como os filhos podem reagir a essa situação.

Quase ninguém tem prática nesses casos, porque é necessário ter passado por algo assim para saber como agir. No entanto, os especialistas podem fornecer sugestões para lidar com essas circunstâncias e também é possível aprender com as experiências de outras famílias.

Quando os pais ficam doentes, o que a criança deve saber?

Pai conversando sobre doença com filho.

Os pais estão sempre preocupados com o bem-estar dos filhos. Enquanto a infância passa, nos dedicamos inteiramente a protegê-los e dar a eles o melhor. Mas dificilmente mostramos o mesmo interesse por nós mesmos, portanto a saúde pode ser prejudicada.

Da mesma forma, sabemos que os problemas de saúde nem sempre dão alertas e não perdoam ninguém. Por isso, é aconselhável treinar crianças com fundamentos morais sólidos e também orientá-las com as ferramentas básicas de sobrevivência em casos especiais.

Mas o que fazer quando já nos encontramos vivendo esse problema? O que a criança deve saber no caso de doença do pai ou da mãe? Para nos aproximar da resposta correta, podemos começar seguindo estas dicas:

  • A primeira coisa que devemos fazer é falar com a criança com sinceridade, porque ela vai perceber as mudanças e não é justo dizer que não está acontecendo nada de errado. Diga a ela que o pai ou a mãe está doente e use palavras reais, isto é, chame a doença pelo nome que ela recebe e permita que a criança faça quaisquer perguntas que ela tiver em mente.
  • Para continuar com essa tarefa, é necessário saber qual é o nível de conhecimento da criança sobre o assunto. Devemos perguntar o que ela já ouviu sobre o tema, como ela o entende e o que ela sabe sobre a doença.
  • Esclareça quaisquer mal-entendidos. É preferível que muitos detalhes fiquem claros para a criança. Embora não queiramos sobrecarregá-la com essa situação, devemos nos certificar de que ela saiba tudo o que for útil para ela.
  • Um dos aspectos básicos que podem ser abordados, é contar a eles as causas e consequências da doença. De acordo com Parenting At a Challenging Time, os filhos muitas vezes se culpam pela doença de seus entes queridos. Eles podem pensar que os infectaram ou evitar abordá-los para não infectá-los.
  • Se infelizmente se tratar de uma doença cujos sintomas são extremos e as mudanças físicas muito visíveis, é importante que a criança seja informada, pois não é aconselhável dar a ela uma impressão brusca. Por exemplo, visitar o pai e encontrá-lo repentinamente muito magro ou com alguma marca específica pode ser traumático se a criança não o tiver visto previamente nesse estado.
Explicar o Alzheimer para as crianças.

  • É aconselhável respeitar os sentimentos da criança em todos os momentos. Na infância, as emoções são desencontradas e as crianças ainda não as dominam totalmente. Por isso, é normal que reajam com medo, aborrecimento e até indiferença, mas devemos ser tolerantes e positivos em relação a essa atitude.
  • Tomar alguma atitude solidária pode estimular uma aceitação mais rápida. Podemos tentar fazer um cartão de “melhoras” ou preparar uma cesta de frutas para o pai ou a mãe que estiver doente. O importante é que a criança seja solidária e sinta que está contribuindo de alguma forma.
  • Seja qual for o caso, você precisará transmitir à criança esperança de que o pai ou a mãe se recuperará ou falar com franqueza sobre a possibilidade de as coisas piorarem. Nesse caso em particular, é muito importante não incutir falsas crenças, porque um resultado inesperado pode afetar a confiança da criança.

Acima de tudo, é aconselhável aproveitar todos os espaços para que as crianças valorizem a família. É importante estarmos juntos e cuidarmos uns dos outros. Os familiares podem ajudar a orientá-las no desenvolvimento ou na manutenção de hábitos saudáveis, para que as crianças entendam que a boa saúde também depende em partes de nós mesmos.

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