O que significa a criação respeitosa?

· 11 de abril de 2017

Educar e formar uma criança desde o nascimento e ao longo de toda a sua criação é uma das tarefas mais importantes que um ser humano pode desenvolver. Fornecer ferramentas ao longo de sua vida para fortalecer o seu bem-estar emocional é tudo para uma mãe. Neste post vamos falar sobre o que significa a criação respeitosa.

Muito se fala sobre a forma com que os pais optam por educar os seus filhos. Frequentemente, aqueles que carregam sobre os seus ombros a grande responsabilidade de educar uma criança são objetos de críticas e comentários negativos.

Eles são alvo de muitos “isso não se faz assim”, “devemos corrigir as crianças com disciplina”, “você não pode ser tão duro”, “você deve ser mais flexível”.

A verdade é que a melhor maneira de educar um filho só se descobre durante o processo, não existe uma fórmula mágica para lhe ensinar.

Embora existam muitas maneiras de fazer isso, uma delas é a criação respeitosa. O que significa? Como a exercer? Quais são os benefícios? A seguir vamos lhe contar tudo.

Bases e conhecimentos da criação respeitosa

A criação respeitosa é imposta e atualmente definida como um estilo ou modo de vida, além de ser considerada um método ou sistema para o ensino de vida de uma criança.

Se fundamenta principalmente em manifestar amor, empatia, respeito e consideração em cada ação no caminho a percorrer entre pais e filhos. Mas todos os pais não fazem isso?

Sim, demonstrar amor, sentir interesse por cada preocupação e ação, abraçá-los, dar carinho e respeito são coisas que geralmente os pais fazem com todos os seus filhos, é quase um ato natural, algo inato que surge como um impulso na mente e no coração do papai e da mamãe.

De acordo com especialistas, a criação respeitosa consiste no fato de os pais considerem a criança como uma pessoa que possui os mesmos direitos que um adulto; é um relacionamento que está garantido na base do respeito, amor e limites não punitivos, ou seja, que não envolvem sanções ou castigos.

A criação respeitosa não difere muito da teoria do apego estabelecida pelo psicanalista John Bowlby, embora esta última se refira aos primeiros anos de uma pessoa, enquanto que a criação respeitosa pode ser aplicada em qualquer fase da vida de um ser humano.

Igualdade, empatia e respeito: princípios da criação respeitosa

A criação respeitosa é governada por certos aspectos que determinam o exercício dos pais, e que nas seguintes linhas pretendemos descrever para você:

  • Crianças e adultos têm direitos iguais. A mamãe e o papai não são os únicos que podem opinar ou saber sobre um assunto, as crianças também podem intervir e não apenas obedecer.
  • Os pais devem ser perfeitamente capazes e devem estar dispostos a se conectarem com as necessidades de seus filhos, e lhes dar uma resposta verdadeira, real, mas acima de todas as coisas, cheia de amor. Aqui é vital que as impressões, emoções e preocupações do pequeno sejam levadas em conta de forma adequada, por mais irrelevantes que possam parecer à primeira vista.
  • Os limites não punitivos são um aspecto vital quando aplicados à criação respeitosa, pois embora nenhuma punição ou sanções sejam impostas, o pequeno deve saber que há coisas que não pode fazer, isso emoldurado em um modelo em que os pais são um exemplo a seguir, e o amor é enorme, mas firme, longe da violência.

A receita perfeita não existe

A criação respeitosa tem um número considerável de adeptos, mas também de detratores, pois muitos consideram ter conseguido excelentes resultados alcançados com esta fórmula e, ao mesmo tempo, há aqueles que acreditam que seja muito permissiva.

Os estilos de criação são diversos, simplesmente existem pessoas que rejeitam qualquer modelo contrário ao que tem sido utilizado por gerações em sua família. Seja qual for o caso, a verdade é que não há nenhuma maneira que seja perfeita e infalível para criar uma criança.

É essencial compreender que nós somos os guias de criaturas únicas e irrepetíveis, com uma personalidade especial e diferente de qualquer outro ser, por isso só nos resta apreciar o processo, além de ativar as opções que se adequam às necessidades do pequeno e da família, buscando a harmonia e o seu bem-estar emocional.