Sintomas internalizantes e externalizantes em crianças

É fácil entender que uma criança agressiva tem um problema. Mas o desconforto nem sempre é tão visível do lado de fora. Descubra o que são sintomas internalizantes e externalizantes.
Sintomas internalizantes e externalizantes em crianças

Última atualização: 21 Janeiro, 2021

Os problemas psicológicos que as crianças podem apresentar são muito diversos. Crianças com comportamentos completamente diferentes podem sofrer dificuldades emocionais, sociais e psicológicas.

Por causa dessa grande variedade de manifestações, nem sempre é fácil identificar que a criança está sofrendo e que precisa de ajuda ou atenção profissional. Por isso, é importante saber o que são os sintomas internalizantes e externalizantes e como eles diferem.

A presença desses sintomas nem sempre indica a existência de um transtorno ou uma síndrome completa. No entanto, devem ser levados em consideração, pois, sem os devidos cuidados, eles podem evoluir para problemas mais graves conforme a criança vai crescendo. Orientá-la desde a infância sobre como lidar com as dificuldades pode prevenir um sofrimento maior.

Sintomas internalizantes e externalizantes em crianças

O que são sintomas internalizantes e externalizantes?

Os sintomas internalizantes e externalizantes são muito diferentes uns dos outros. No entanto, ambos escondem dificuldades emocionais e comportamentais. Para diferenciá-los de forma rápida e fácil, devemos pensar que, nos primeiros, o desconforto é direcionado para dentro, enquanto nos segundos, é direcionado para fora. Veremos o assunto com mais profundidade.

Sintomas internalizantes

Quando a criança pensa, sente e age de forma inadequada, isso gera desconforto e sofrimento. No caso dos sintomas internalizantes, esse desconforto é direcionado para dentro da própria criança e dá origem a manifestações como:

  • Choro, tristeza e pensamentos suicidas.
  • Incapacidade se divertir com qualquer atividade, lentidão e passividade.
  • Perfeccionismo e sentimento de inferioridade.
  • Distúrbios do sono e do apetite.
  • Medos e fobias de diferentes tipos.
  • Ansiedade, nervosismo e preocupações frequentes.
  • Dependência ou apego em relação aos adultos.
  • Sintomas somáticos, tais como problemas gastrointestinais ou dor sem justificativa médica.

Sintomas externalizantes

Por outro lado, no caso dos sintomas externalizantes, os problemas da criança são projetados para fora. Assim, surgem sintomas como:

  • Emoções descontroladas.
  • Dificuldade para lidar com os impulsos.
  • Irritabilidade e comportamentos agressivos.
  • Incapacidade para seguir as regras.
  • Problemas de comportamento e dificuldades nas relações pessoais.

Detecção

Diante do exposto, é fácil entender que os sintomas externalizantes são muito mais simples de detectar. São problemas de comportamento óbvios porque interferem no funcionamento normal da criança em casa e na escola.

Agressividade, desobediência ou conflitos com os colegas chamam a atenção e, por isso, pais e educadores conseguem identificar, com pouca dificuldade, que algo está acontecendo.

No entanto, os sintomas internalizantes muitas vezes passam despercebidos, algo paradoxal, uma vez que ocorrem com muito mais frequência. Porém, eles são elementos subjetivos que pertencem ao mundo interno da criança e que o adulto nem sempre pode observar.

Além disso, essas dificuldades, apesar de causarem um enorme sofrimento para a criança, não causam problemas aos familiares, professores ou colegas de classe, pois o desconforto é interno.

Por outro lado, também há um problema adicional, uma vez que os tipos de sintomas não aparecem igualmente em meninos e meninas. Enquanto os primeiros geralmente manifestam comportamentos externalizantes com mais frequência, as meninas têm maior probabilidade de sofrer de ansiedade, tristeza ou dependência, uma diferença que se torna mais marcante conforme os jovens vão se aproximando da adolescência.

Sintomas internalizantes e externalizantes em crianças

Isso se deve, em partes, à diferente configuração do cérebro de meninos e meninas. No entanto, os papéis culturalmente associados a homens e mulheres também desempenham um papel importante. Afinal, são permitidos comportamentos mais agressivos para os meninos, enquanto as meninas são mais bem toleradas com comportamentos passivos ou de choro.

Tratamento

Nesse sentido, se você é mãe, preste atenção ao comportamento do seu filho, mesmo quando não ele for perturbador ou não chamar a atenção. Observe como ele fala de si mesmo e dos outros, como está o seu humor ou se ele tem medos excessivos ou inadequados para a sua idade. Esses detalhes podem ser sintomas internalizantes que são sinais de alerta importantes.

Portanto, se você detectar sintomas internalizantes ou externalizantes em seus filhos, não os ignore. Eles podem se resolver com o crescimento, mas também podem levar a distúrbios mais graves. Por isso, diante da dúvida, procure um psicólogo infantil que possa te orientar a esse respeito.

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