O uso de aparelhos eletrônicos pode prejudicar o feto?

· 16 de fevereiro de 2017

A maioria dos aparelhos eletrônicos que usamos diariamente emite ondas eletromagnéticas que chegam a nós quase sem barreiras. O impacto da radiação nestes casos se tornou cada vez mais perceptível. Vivemos rodeados de tecnologia e não podemos escapar dela, já que se encontra tanto no interior como no exterior de nossas casas.

Evitar o uso de aparatos eletrônicos durante a gravidez não é algo fácil de ser feito, já que temos que lidar com eles quase de forma obrigatória. Da mesma forma, a exposição a este tipo de radiações não é considerada tão nociva como a radiação atômica por exemplo.

Algumas pessoas defendem que as ondas eletromagnéticas ou radioelétricas podem causar certa instabilidade física, mas isso não é algo totalmente comprovado pela comunidade científica. As crenças em torno do possível ataque à saúde estão relacionadas à superexposição das pessoas perante antenas de telefonia ou de alta tensão elétrica.

O feto está em risco?

Assim como as pessoas adultas podem não ter problema algum com a emissão de ondas eletromagnéticas dos aparelhos eletrônicos, é muito provável que uma mulher grávida não chegue a colocar em risco o feto pelo uso da tecnologia. Mas ainda há um temor a respeito e espaço para dúvidas, com muitos rumores e mitos circulando todo o tempo e pesquisas científicas que se dedicam a achar uma resposta.

Foi justamente a preocupação com essa possibilidade que levou os especialistas a se perguntarem se realmente existem motivos para ter que tomar cuidados extras durante a gravidez. De maneira que, estudos recentes focaram em conseguir uma forma de demonstrar a confiabilidade ou não das crenças sobre o possível dano que o uso de dispositivos radioelétricos podem causar no feto.

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E neste sentido, os pesquisadores descobriram que as emissões eletromagnéticas ionizantes são as que realmente podem ser consideradas nocivas para o corpo humano. A principal questão relacionada a este tipo de emissão é a alteração química da estrutura dos tecidos, sendo encontrados raios gama e raios-X especialmente.

A exposição frequente a este tipo de radiação chega a elevar a temperatura do corpo e em certas ocasiões pode gerar dores de cabeça, estresse ou insônia. Apesar que os sintomas em geral são leves, estudos mais recentes determinaram que talvez o uso de celular durante a gravidez pode afetar a conduta da criança mais para a frente.

Estudos sobre os efeitos de aparelhos eletrônicos sobre a gravidez

Por muito tempo se especulou sobre os possíveis danos dos aparelhos eletrônicos sobre o feto, mas nada foi comprovado de forma clara. Entretanto, recentemente um estudo achou uma relação entre esse uso e a presença de dano cerebral nos bebês.

Segundo o estudo publicado pela Scientific Reports, certas alterações no desenvolvimento cerebral do feto estariam relacionados ao uso de celulares durante a gestação. A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos,  e usou ratos na experiência.

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De acordo com os resultados, foram produzidas alterações no cérebro, onde as principais consequências estavam relacionadas ao comportamento, sendo a ansiedade e a hiperatividade as mais evidentes. Outras consequências que ficaram em evidência foram o desenvolvimento inadequado dos neurônios e problemas de memória.

Apesar do estudo não ter sido realizado com humanos, é algo digno de nota que em ratos, o celular foi o causador de sintomas do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Mas também há que ser considerado que o organismo dos ratos e dos humanos têm diferenças, deixando os resultados com uma nuvem de dúvidas por cima; portanto não dá para afirmar com certeza absoluta que esses problemas irão surgir.

Mas apesar disso, a prevenção deve estar presente e dirigida à uma questão de conscientização, na qual uma futura mãe prefira evitar uma exposição prolongada aos dispositivos eletrônicos. Em todo caso, não há motivos claros para preocupar-se, apesar dos resultados que citamos acima, já que os celulares não são tão grandes como nós e o cérebro dos ratos não é tão grande como o cérebro de um bebê.