O que você não sabia sobre a escarlatina

28 Junho, 2017
 

Os médicos achavam que a escarlatina, uma doença que atinge as crianças, tinha ficado no passado, mas casos recentes mostram que não é bem assim.

A escarlatina é uma doença que atinge principalmente as crianças, causada por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A, que faz parte da família dos germes que provocam a amidalite. Esse germe costuma produzir uma toxina que gera uma erupção difusa de cor vermelha escarlate (daí o nome da doença).

É importante esclarecer que nem todos os estreptococos produzem essa substância e que nem todas as crianças são sensíveis a ela. Por exemplo, crianças contaminadas com essa bactéria que vivem em uma mesma casa podem desenvolver a doença de formas diferentes, devido ao fato de algumas reagirem a essa toxina e outras não.

As crianças podem apresentar escarlatina mais de uma vez na vida

Em qualquer um dos casos, apresentando ou não as erupções, é fundamental consultar um médico para que este recomende um tratamento apropriado. Os bebezinhos que apresentarem erupções cutâneas precisam ser tratados com medicamentos tópicos para resolver esse incômodo.

Mas, como essa doença é transmitida? Basicamente, ocorre o contato direto com a saliva de outras crianças infectadas ao falar, tossir ou espirrar. Também é possível ocorrer a transmissão da bactéria quando se compartilha utensílios ou brinquedos que são colocados na boca. Portanto, se seu filho está doente, o isolamento é essencial.

 

Se está tomando antibióticos, pode voltar a frequentar a escola a partir do terceiro dia recebendo medicação porque já não está mais na fase contagiosa. Caso contrário, deve ficar em casa para evitar transmitir a bactéria a outras crianças.

Como a escarlatina se manifesta?

escarlatina

É importante consultar um pediatra frente a qualquer situação anormal. Quando se trata da saúde de uma criança, precisamos agir imediatamente para evitar que a situação se complique e fique mais grave.

Felizmente, a escarlatina não apresenta nenhum tipo de complicação, sempre e quando for tratada com os medicamentos adequados. Mas, se não for esse o caso, ela pode provocar outros problemas como a febre reumática, que causa inflamação no coração, nas articulações e nos vasos sanguíneos, e a glomerulonefrite, que afeta as funções renais em pouco tempo.

A vacinação não é eficiente na prevenção da escarlatina

Evolução: Escarlatina

Nesse contexto, convidamos você a ler sobre a evolução da escarlatina para ficar informada em relação ao aparecimento dos sintomas.

  • Primeiro e segundo dias após a contaminação: a doença aparece repentinamente, causando dores de cabeça, tremores, vômitos, sensação de mal-estar na garganta e amídalas inflamadas. Os gânglios localizados na parte inferior do pescoço incham e provocam muita dor.
 

O bebê fica sem vontade de comer ou de brincar. Durante as 12 ou 48 primeiras horas, aparecem exantemas (erupções) na virilha, nas axilas e no pescoço; que em seguida, se espalham pelo corpo todo.

  • A evolução do terceiro ao quinto dia: os pontinhos vermelhos estão no corpo todo, apresentando certo relevo, até se assemelhar a uma grande mancha vermelha. A língua fica coberta por uma capa esbranquiçada, as papilas gustativas aumentam de tamanho e ficam mais vermelhas que o normal. Em seguida, começa a descamação da pele.
  • Melhorando no sexto ou oitavo dia: a doença diminui sua intensidade. Se você perceber a febre aumentar de novo, pode ter ocorrido alguma complicação que deve ser tratada imediatamente.
  • Nono dia em diante: a pele descama, começando pelo rosto ou tronco e, por último, as mãos e os pés.

Infelizmente, a escarlatina pode aparecer mais de uma vez durante a infância porque é provocada por estreptococos de espécies diferentes. Isso quer dizer que a vacinação não é tão efetiva como em outros casos.

Como cuidar de uma criança com escarlatina?

escarlatina

Deixá-la em casa é a melhor forma de cuidar nesse momento. Mesmo quando já puder voltar à escola, é sempre bom garantir que a criança está se sentindo confortável e sem dores. Assim, prepare uma dieta baseada em alimentos brancos, bebidas caseiras (como sucos naturais de laranja ou limão), sopas nutritivas e sorvetes.

 

Se seu filho não quer comer, não o obrigue e ofereça alimentos leves

Se você possui um umidificador que pode ser usado com água fria, esse é o momento perfeito para utilizá-lo, já que vai ajudar a aliviar as dores de garganta. Você também pode aproveitar para colocar compressas de água fria e morna ao redor do pescoço da criança para diminuir a inflamação e proporcionar um pouco de alívio.

Por outro lado, certifique-se de que a criança esteja com as unhas cortadas para que não se machuque caso as erupções provoquem coceira.

Apenas o amor da mamãe e as orientações do pediatra vão fazer com que seu bebê se cure rapidamente. Tenha paciência e proporcione muito carinho nesse momento difícil.