Anginas e faringite na infância

Anginas e faringite na infância

Última atualização: 20 Abril, 2021

Certas doenças são comuns na infância. Por exemplo, é o caso das anginas e da faringite. Esses tipos de doenças respiratórias são causadas por uma inflamação das membranas mucosas das amígdalas e da faringe, respectivamente.

Quando essas áreas ficam inflamadas, podem causar sintomas incômodos. Em certos casos, podem se tornar recorrentes e graves. A causa se deve a diversos fatores, dentre os quais se destaca a incidência de diversos microrganismos.

As anginas e a faringite podem causar febre, dor e inflamação. Em alguns casos, a infecção das amígdalas leva ao aparecimento de amigdalite, comum em crianças. Caso se torne um problema frequente, pode levar à remoção cirúrgica das amígdalas.

Sintomas das anginas e da faringite

Em 90% dos casos, a faringite costuma ocorrer devido à presença de vírus, uma vez que faz parte do resfriado comum. Os 10% restantes se devem à ação de bactérias na faringe. A mesma coisa costuma acontecer com as anginas, cujo principal fator desencadeador é a bactéria estreptococo do grupo A.

Para determinar se é vírus ou bactéria, é necessária a realização de cultivos faríngeas. Se o microrganismo que causa essas condições estiver presente, a criança começará a apresentar os seguintes sintomas.

  • Dor de garganta. Em bebês, essa dor os impede de se alimentar adequadamente e os faz chorar com frequência. No caso das crianças maiores, elas podem nos dizer que sentem a dor. Se conseguirmos olhar sua garganta com um pouco de luz, poderemos observar que está vermelha e brilhante.
  • Quando se trata de uma faringite estreptocócica, podem ocorrer febre, inchaço dos gânglios linfáticos e dor de cabeça.
  • No caso da faringite viral, é comum a presença de secreção nasal e pós-nasal e muco aquoso.
  • Em casos graves, pode haver dificuldade para engolir e, às vezes, também para respirar.
  • Condições mais complexas incluem o desenvolvimento de febre reumática aguda, síndrome de choque tóxico, bacteremia e insuficiência renal. Essas complicações resultam principalmente da incidência de faringite estreptocócica.
  • Casos graves podem ocorrer quando há o desenvolvimento de um abscesso retrofaríngeo ou um abscesso periamigdaliano. Isso acontece particularmente quando se trata de uma faringite por mononucleose grave.

Anginas e faringite: o que fazer?

É comum que as anginas e a faringite apareçam com maior incidência em climas frios. Especialmente no inverno, as doenças do aparelho respiratório se proliferam. Além disso, esse tipo de condição em particular tende a ser bastante contagiosa.

Quando há suspeita de alguma dessas infecções, o médico examina a faringe, os gânglios linfáticos, a pele e os olhos. Para descartar uma faringite estreptocócica, é comum a solicitação de um esfregaço da garganta. Outros cultivos adicionais às vezes são necessários. Em caso de suspeita de gonorreia ou mononucleose, também podem ser solicitados exames de sangue.

O tratamento para agir antes do desenvolvimento das anginas e da faringite é o seguinte.

  • Se for uma faringite viral, o tratamento adequado é o paracetamol, sendo o ibuprofeno também indicado. Esses medicamentos permitem o alívio de sintomas como dor, febre e mal-estar geral.
  • Para ajudar a reduzir a inflamação naturalmente, é benéfica a realização de gargarejos de água morna com sal cerca de seis vezes ao dia. A mistura pode ser preparada com uma colher de sopa de sal para cada copo de água.
  • É aconselhável que a criança consuma alimentos pastosos, pois podem apresentar irritação e dificuldade para engolir
  • Se for um caso causado por bactérias, a indicação será sempre a administração de antibióticos. Passadas 48 horas após o início da infecção, o risco de contágio está eliminado.
  • Algumas situações requerem intervenção médica, por exemplo, quando a dor de garganta não desaparece após vários dias. Além disso, se a febre for muito alta e persistente, ou se houver inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço.
  • A passividade e a falta de motivação das crianças são sinais de alerta, além de ressecamento na pele e na boca. Nesses casos, é preciso suspender o tratamento e procurar com urgência o pediatra.
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