10 mitos de cuidados com a pele no verão

É importante garantir o cuidado adequado da pele desde a infância, pois os danos cumulativos podem causar câncer de pele na idade adulta. Vamos derrubar alguns mitos?
10 mitos de cuidados com a pele no verão

Última atualização: 12 Agosto, 2021

Existem muitos mitos sobre os cuidados com a pele no verão. Então, nem todas essas afirmações têm fundamento, e muitas delas nos impedem de proteger nossa pele de forma adequada. O fundamental é sempre priorizar o uso de protetor solar, e não só no verão, mas durante todo o ano.

Não é preciso ir a extremos e considerar o sol como um inimigo. Basta se expor de forma responsável e consciente.

Os mitos dos cuidados com a pele no verão

Existem certos erros comuns que os pais cometem ao cuidar da pele dos seus filhos no verão. Embora pareçam sem importância, podem afetar a saúde das crianças no futuro, favorecendo o aparecimento de doenças ou lesões indesejadas.

Aqui, ofereceremos informações confiáveis para ajudar você a derrubar os mitos sobre os cuidados com a pele que podem colocar a sua saúde em risco.

1. O tom de pele escuro não requer o uso de protetor solar

Os raios ultravioleta (UV) não discriminam com base no tipo de pele e penetram nela de qualquer maneira. Na verdade, hoje se sabe que pessoas com pele mais escura também precisam de protetor solar e devem considerar os mesmos cuidados e medidas de proteção que as pessoas de pele clara.

Segundo artigo publicado pela Skin Cancer Foundation, a incidência de câncer de pele é menor em pessoas com pele negra em comparação com as de pele branca. Contudo, essa doença se manifesta mais tardiamente em pessoas de pele mais escura.

 

A importância do protetor solar para peles negras

2. Uma única aplicação de protetor solar pela manhã é suficiente para proteger a pele 24 horas por dia

Embora seja importante incluir o protetor solar em sua rotina matinal de cuidados com a pele, é fundamental renová-lo com frequência. Por isso, é um item pessoal que deve ser levado junto com outros na bolsa.

É aconselhável repetir a aplicação a cada duas horas, principalmente quando passar muito tempo ao ar livre ou na água. Além disso, existem modelos com cores que podem ser utilizados como maquiagem e tornam o seu uso mais fácil e agradável.

3. Em dias nublados não é necessário passar protetor solar

Pensar que a cobertura das nuvens oferece proteção suficiente para evitar queimaduras solares é totalmente incorreto.

Na verdade, 80% da radiação ultravioleta passa pelas nuvens e pode provocar lesões na pele após um longo dia de verão ao ar livre.

Até a natação pode causar danos à pele como consequência do sol, já que a radiação ultravioleta pode penetrar até um metro de profundidade em águas límpidas.

Por essas razões, não é conveniente julgar a exposição ao sol levando em consideração a temperatura, e sim o índice de UV.

4. A sombra oferece proteção

Deve ficar claro que a temperatura ou a luz solar não são responsáveis pelos danos gerados na pele, visto que estes são uma consequência dos raios ultravioleta.

Esses raios têm a capacidade de se refletir em diferentes superfícies, como na água, na areia e até mesmo na grama. Dessa forma, intensificam a exposição.

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5. Janelas ou vidros protegem dos raios solares

Os raios solares têm a capacidade de atravessar o vidro e causar danos à pele.

Existem dois tipos de raios ultravioleta, os raios UVA e UVB. O vidro pode bloquear os últimos, mas os raios UVA passam por ele e são capazes de danificar a superfície da pele.

6. As crianças podem ficar expostas ao sol o dia todo sem problemas

Embora seja saudável para as crianças ficar ao ar livre por causa dos benefícios físicos e mentais, isso não significa que elas não possam sofrer os danos que o sol causa na pele.

Os raios solares são mais intensos nas horas centrais do dia, por isso é aconselhável evitar a exposição nessas horas e optar por brincar à sombra.

7. Os óculos de sol são apenas um componente estético

Os olhos também devem ser protegidos dos efeitos nocivos do sol. Além disso, os olhos das crianças são mais sensíveis do que os dos adultos.

Por esse motivo, recomenda-se o uso de óculos de sol que tenham a propriedade de bloquear os raios UVB e UVA quase completamente. Por sua vez, esse filtro deve ser adequado para proteger a pele fina e delicada das pálpebras.

8. O filtro solar com maior FPS é o que proporciona maior eficácia

O protetor solar recomendado deve ser de amplo espectro, bloqueando os raios UVA e UVB e com FPS 50 ou superior.

A partir do FPS 50, o aumento do bloqueio e sua eficácia do não são proporcionais, portanto, não é necessário usar um FPS 99.

9. A exposição direta ao sol deve sempre ser evitada

American Academy of Pediatrics recomenda manter bebês menores de 6 meses fora de qualquer exposição ao sol. No entanto, um mínimo de exposição ao sol consciente e responsável é importante para que a pele possa produzir vitamina D.

Essa vitamina é útil para o nosso sistema imunológico, para o correto desenvolvimento do sistema ósseo e para garantir o crescimento adequado dos pequenos.

Portanto, a exposição ao sol em horários apropriados, juntamente com o uso de protetor solar, permitem aproveitar o ar livre com segurança.

 

Informações para derrubar os mitos dos cuidados com a pele no verão

10. Protetores solares de verões anteriores funcionam perfeitamente

Os protetores solares têm uma data de validade, assim como todos os produtos cosméticos ou maquiagens. De fato, essa data geralmente é encontrada no verso da embalagem e determina seu prazo máximo de adequação para uso. Portanto, protetores solares de verões anteriores funcionam perfeitamente desde que estejam dentro da validade.

Mitos dos cuidados com a pele no verão

O sol não deve ser considerado um inimigo, e sim aproveitado com responsabilidade e cuidado.

Para que isso aconteça, é imprescindível evitar a exposição nos horários centrais e prestar atenção ao uso de protetor solar em aplicações repetidas, além de outros métodos eficazes de proteção.

Cuidar da pele desde cedo ajuda a evitar patologias malignas no futuro, como câncer de pele ou lesões pré-malignas.

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