Erupções na pele do bebê: o que você deve saber

A pele dos bebês é delicada e sensível, o que a torna mais suscetível a certas condições. Aqui vamos contar tudo o que você precisa saber.
Erupções na pele do bebê: o que você deve saber

Última atualização: 29 Outubro, 2021

As erupções na pele do bebê costumam ser doenças tratáveis que não são graves. No entanto, causam grande preocupação nos pais, e em um pequeno número de casos são sinais de alerta para doenças mais complexas. Aqui vamos contar por que elas ocorrem e quando você deve procurar o médico.

Características da pele do bebê

Os bebês têm uma pele sensível e delicada, com sistema imunológico ainda não totalmente desenvolvido. Portanto, são especialmente suscetíveis a irritações e infecções.

As erupções na pele ocorrem por diversos motivos: calor, alergias, contato com algumas fragrâncias, umidade, fricção, agressão direta de produtos químicos ou certos tecidos. Como resultado dessa heterogeneidade, a área de envolvimento depende da causa.

Os sinais e sintomas que caracterizam as erupções cutâneas são os seguintes:

  • Vermelhidão da pele.
  • Prurido ou coceira na área afetada.
  • Lesões com aspecto de pápulas (pequenos pontos palpáveis) ou com escamas amareladas, transitórias e que podem migrar de um local para outro.

Erupções na pele do bebê mais frequentes

Algumas das erupções na pele do bebê aparecem nos primeiros dias de vida e despertam grande preocupação nos pais, mas o mais comum é que desapareçam por conta própria com o passar das semanas. A seguir, mencionamos as mais comuns.

Acne do lactente

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A acne do lactente ocorre nos primeiros 30 dias de vida do bebê e está relacionada à passagem de hormônios maternos pela placenta.

Em geral, as lesões aparecem como pequenas pápulas com pontas brancas (ou cravos) sobre uma base de pele levemente avermelhada.

São lesões benignas e transitórias, que desaparecem por conta própria quando os níveis hormonais se estabilizam.

Crosta láctea

A crosta láctea é uma condição não inflamatória e autolimitada que ocorre entre a terceira e a quarta semana de vida do bebê. Ela desaparece espontaneamente e não está associada a nenhuma complicação.

É caracterizada pela presença de placas eritematosas (avermelhadas) palpáveis na pele, com escamas amareladas no topo. Em geral, localizam-se em áreas de alta concentração de gordura, como couro cabeludo, orelhas e linha T do rosto.

Os bebês não sentem coceira nem dor por causa da crosta láctea e, portanto, não é uma causa para a interrupção do sono ou dificuldades de alimentação.

Dermatite de fralda

A dermatite de fralda abrange todas as inflamações da pele que ocorrem na área coberta por esse elemento. Em geral, está relacionada à ação direta de alguns agentes irritantes, como matéria fecal, urina e umidade.

Passadas 48 a 72 horas após o início da irritação, uma infecção geralmente se desenvolve por causa de algum germe da flora normal da pele. No entanto, a dermatite de fralda é um distúrbio autolimitado, que tende a desaparecer em três dias.

Quinta doença

A quinta doença é eruptiva (ou doença exantemática) causada pelo parvovírus B19. Também é conhecida como eritema infeccioso. A forma de contrair a doença se dá pelo contato com gotículas respiratórias infectadas por esse germe.

É caracterizada por uma vermelhidão intensa nas bochechas do bebê, que é acompanhada por uma erupção cutânea leve no resto do corpo e febre. Essa erupção pode causar coceira (prurido) e geralmente desaparece em uma semana.

Erupção da baba

A irritação na pele gerada pela baba do bebê é algo muito comum, já que as glândulas salivares estão em pleno desenvolvimento, assim como acontece na dentição. Portanto, o uso da chupeta, a baba constante, as partículas de alimento são alguns dos fatores que influenciam nessa condição.

As lesões causadas pela baba se resolvem espontaneamente em questão de semanas.

Doença mão-pé-boca

A doença mão-pé-boca é uma doença viral leve e altamente contagiosa causada pelo vírus coxsackie.

Ela se manifesta caracteristicamente com lesões ulcerativas na boca e erupção cutânea nas mãos e nos pés.

Embora não exista um tratamento específico para a doença, medidas de higiene podem ser implementadas para reduzir o risco de superinfecção por bactérias da flora normal.

Erupção cutânea por calor

As estruturas da pele dos bebês não estão totalmente desenvolvidas. Portanto, climas quentes ou úmidos causam erupções na pele ao prender gotas de suor sob o tecido da pele.

As manifestações clínicas dessa condição são variáveis, desde minúsculas vesículas (bolhas) na superfície da pele até caroços vermelhos mais profundos.

Em geral, é uma condição autolimitada e tende a desaparecer depois de um tempo.

Dicas para prevenir as erupções na pele do bebê

As erupções na pele do bebê são muito comuns e geralmente desaparecem após alguns dias. Algumas recomendações úteis para evitar seu aparecimento são as seguintes:

  • Trocar a fralda com frequência e usar creme protetor com óxido de zinco, como isolante.
  • Desprender suavemente a crosta láctea com óleo de coco para evitar lesões na pele.
  • Usar produtos para a roupa que não contenham agentes irritantes e também sejam hipoalergênicos.
  • Vestir o bebê com roupas leves de algodão e evitar cobri-lo em excesso.
Mamãe cuidando da pele do bebê.

Quando consultar o médico se o bebê tiver erupções na pele?

As erupções na pele do bebê geralmente são lesões leves, mas também podem ser um sinal de alerta para doenças potencialmente graves.

É importante consultar um pediatra quando um ou mais dos seguintes sinais aparecerem:

  • O bebê parece doente, rejeita comida e está muito deprimido.
  • A coceira é intensa e causa muita irritabilidade.
  • A erupção é acompanhada por febre.
  • Alteração na cor da pele ou das membranas mucosas para uma tonalidade pálida, acinzentada ou azulada.

Sempre que esses sinais e sintomas aparecerem ou você tiver dúvidas sobre a aparência da pele do seu bebê, procure entrar em contato com o pediatra para avaliar seu filho e receber as orientações necessárias.