O que é a mononucleose?

· 31 de maio de 2017

Às vezes os pais pensam que os pequenos da casa estão protegidos contra todas as doenças. Mas o que eles não gostam de pensar é que as crianças são propensas a contrair qualquer tipo de infecções. A mononucleose é uma das doenças que mais atinge os bebês. Vamos ver como ela pode ser evitada.

A doença do beijo, como também é conhecida, é uma infecção provocada geralmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB). Em geral, é comum em adultos que foram expostos a esse vírus durante a infância.

No entanto, nem todas as pessoas que foram expostas ao VEB apresentam os sintomas que esse problema pode provocar, ou seja, elas são apenas portadoras.

O vírus Epstein-Barr é o principal responsável pela mononucleose

No entanto, há outros vírus responsáveis pela mononucleose, como o citomegalovírus que pode provocar uma doença bem parecida. Geralmente, se um adulto chegar a desenvolver os sintomas dessa infecção, ele não vai mais senti-la outra vez durante toda sua vida.

Mamãe e papai, certamente você estão se perguntando como fazer para que seu filho não entre em contato com esse vírus. E, apesar das nossas recomendações, a primeira coisa que devemos fazer é entender a gravidade dessa doença, pois muitos preferem fazer brincadeiras com a doença do beijo, sem pensar que ela pode provocar consequências delicadas.

Aprendendo a evitar a mononucleose

mononucleose

Em geral, essa doença se contagia por meio do beijo, por isso o nome popular que recebe.

Apesar disso, esse não é o único meio de contágio. As crianças, por exemplo, adoram dividir o lanche na escola ou experimentar a bebida dos amigos. As chances de contaminação aumentam com esses simples atos de amizade.

O contato direto com a saliva de outra pessoa é fatal para nossos filhos. Nesse sentido, como pais temos que evitar os beijos na boca e ensinar que não é muito legal compartilhar coisas que colocamos na boca. Esses dois elementos são básicos para reduzir as chances dos nossos anjinhos ficarem doentes e contraírem mononucleose.

Não dê beijos na boca do seu bebê, a fim de mantê-lo protegido de doenças

Até hoje não existe uma vacina para combater o vírus Epstein-Barr. Mas, nós adultos, podemos contribuir bastante para que os pequenos não contraiam a doença. Devemos ensiná-los a ter cuidado com o que colocam na boca e a respeitar as coisas das outras crianças.

Por outro lado, é fundamental que os pequenos tenham uma boa alimentação e realizem consultas frequentes no pediatra para se certificarem de que estão saudáveis. Uma dieta equilibrada vai proporcionar os nutrientes necessários para se sentir bem e reduzir as chances de ficar de cama.

Um tratamento efetivo

Febre alta, fadiga constante, dor de garganta, perda de apetite, dores musculares, dores no fígado (geralmente a pele se torna amarelada), baço com tamanho maior que o normal, glândulas linfáticas do pescoço, da virilha e das axilas inflamadas, esses são alguns dos sintomas dessa terrível doença que atinge as crianças, os adolescentes e também pessoas mais velhas.

Por sorte, é uma infecção benigna que não obriga as vítimas a se manter isoladas. No entanto, é importante saber que é um doença transmitida por meio da tosse e do espirro. Por isso, é preciso estar atento às pessoas que querem visitar seu pequeno.

Não existem vacinas nem tratamentos efetivos para combater essa doença

A má notícia é que não existe uma tratamento efetivo para combatê-la. Ficar em repouso absoluto, ficar na cama por duas ou três semanas, não realizar atividades esportivas ou exercícios físicos são elementos que vão ajudar para que a recuperação seja mais rápida.

O consumo de líquidos também é relevante para não sofrer desidratação. Além disso, é preciso não deixar de comer apesar dos incômodos para engolir.

A mononucleose pode se complicar?

mononucleose

Frente a qualquer um dos sinais que apontamos anteriormente, o recomendável é levar a criança a um pronto-socorro. Dessa forma, os desconfortos vão ser tratados.

A maior preocupação que os especialistas costumam ter quando se trata de um paciente com a doença do beijo é o aumento de tamanho do baço, que corre o risco de explodir. Por isso, se você perceber que seu pequeno sente fortes dores no lado esquerdo do corpo ou se sente enjoado, e com dificuldade para respirar, não hesite em levá-lo a um hospital.

Sem dúvidas é preciso estar atenta aos fatores que influenciam no contágio da mononucleose. Essa é um tarefa que deve começar principalmente em casa. Com paciência e carinho, as crianças vão entender por quê precisamos cuidar da nossa saúde.