O que é a superfetação?

A superfetação é um processo pouco conhecido que acontece com maior frequência em animais. Contudo é possível que aconteça em seres humanos, com incidência de ao menos de dois casos por ano. Se trata da concepção de um segundo feto quando já está em andamento a gestação, quer dizer, uma gravidez sobre a outra. Este processo implica que dois fetos gestados na mesma mulher tenham diferentes idades gestacionais.

Embora a ovulação se interrompa com a gravidez, em casos excepcionais, pode não ocorrer. Portanto, se a mulher continua ovulando depois de ficar grávida, um desses óvulos pode ser fecundado.

A superfetação é muito conhecida entre algumas especies de animais, em especial, caninos, roedores e equinos. É por isso que quando acontece com seres humanos é bastante difícil de entender e de acreditar.

Uma gravidez dentro de outra gravidez provoca muita surpresa, porém é algo que tem explicação. O desenvolvimento de uma gravidez tão especial, ocorre tal como a de um gêmeo ou múltiplo, em alguns casos os bebês não nascerão no mesmo momento. Devido ao fato de que, provavelmente, são filhos de um mesmo pai, ambos serão bastante parecidos e compartilharão características de gêmeos.

Entretanto como foram concebidos em momentos diferentes se desenvolverão individualmente. Quer dizer, podem chegar a ser completamente diferentes e, inclusive, existe a possibilidade de que não sejam irmãos paternos. O  produto de uma superfetação poderia resultar em um caso pouco comum.

Características da superfetação

Muitos dos casos que conhecemos como superfetação não são corretos. Entretanto, não se trata de uma história fantástica e impossível de acontecer. Na realidade é possível. Particularmente, essa gravidez é tratada como a de gêmeos, quase sempre nascem juntos, mas se deve evitar que sejam prematuros.

Estima-se que as causas da superfetação são hormonais, devido a tratamentos feitos anteriormente. Também é frequente quando se realizam procedimentos de reprodução assistida. Na maioria das vezes se deve à estimulação dos ovários ou à síndrome de hiperestimulação.

Para determinar se de fato ocorreu a superfetação os médicos observam diferenças na ecografia. É comum encontrar variações no desenvolvimento do feto devido à idade gestacional, por isso não se confundem. Uma gravidez de gêmeos que é algo normal, é diferente de uma como esta, quando pelo menos existem duas semanas de diferença.

Os especialistas acompanham o caso como se tratasse de um caso de múltiplos, até o momento do parto. Em geral se planeja uma data para que nasçam, estimando que o feto menor esteja bem desenvolvido. Como ambos os bebês foram concebidos em diferentes ciclos menstruais, ainda se discute se são gêmeos ou não.

Casos mais conhecidos de superfetação

Todos os casos de superfetação são estranhos, mas alguns têm sido muito mais surpreendentes. Se acredita que o número de casos tenha aumentado devido à quantidade de procedimentos de reprodução assistida realizados por ano. Contudo temos dezenas de anos de registro de casos semelhantes, inclusive se afirma que existem registros na mitologia grega.

Até o momento, a ciência conseguiu confirmar por volta de onze casos desde 1932, ano do primeiro informe. Alguns dos casos de gravidez com essas características são destaques pela diferença de idade entre os bebês. Entre os mais conhecidos temos:

  • Em 2007 o Reino Unido confirmou o nascimento de duas meninas com uma diferença de três semanas
  • Dois bebês americanos cuja diferença gestacional foi de dois meses
  • Uma mulher argentina que depois de abortar um feto de 18 semanas, foi diagnosticada com outro feto de seis semanas
  • No Reino Unido se conheceram dois casos de gêmeos com três semanas de diferença
  • Após três semanas de engravidar de gêmeos através da fertilização in vitro, foi revelado um terceiro feto recém concebido.
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