Como reagir aos gritos de uma criança

25 de abril de 2017

Os bebês, por ter os movimentos limitados e não saber falar proferem gritos para chamar a atenção dos outros quando precisam de algo. Mas o que ocorre se essa conduta é mantida ao longo do tempo e a criança não a abandona depois dos primeiros meses de vida? Sabemos que são extremamente desagradáveis e perturbam bastante, por isso vamos lhe dizer como reagir aos gritos de uma criança.

Os gritos são um dos tipos de comportamento que mais perturbam as pessoas. Geralmente nos deixam nervosos, tiram o pior de nós mesmos, nos fazem comportar-nos de modo agressivo ou nos deixam paralisados, etc… O que está claro é que, a não ser que sejam um pedido de socorro, não contribuem com nada de positivo.

Mesmo quando vêm de uma criança. Nesse caso, além de modificar o comportamento dos adultos também podem provocar vergonha e frustração aos pai,s em relação ao ambiente, seja familiar, de amigos ou simplesmente com desconhecidos.

Antes de saber como comportar-nos perante esta situação é conveniente analisar as causas pelas quais se produzem. Assim poderemos mudar esse tipo de comportamento desde a raiz do problema.

 

As causas dos gritos de uma criança

● Obter tudo o que ela quiser no momento. Se cada vez que ela quiser algo, começa a gritar e os pais ou familiares mais próximos ficam nervosos e lhe dão tudo o que deseja no momento para que fique quieto, estamos errando. A criança identificará os gritos com a obtenção de seus desejos e, portanto, com algo positivo.

● Emoções e sentimentos negativos. As crianças não sabem identificá-las, e muito menos canalizá-las e gerenciá-las. Se as vezes nem os adultos sabem, imagine uma criança. Se quando se sentem mal, nervosos, chateados, frustrados, etc… não sabem explicar o que lhes ocorre e por isso recorrem aos gritos como chamada de atenção.

● Eles aprenderam em casa. As vezes os pais, avós e cuidadores, estão cansados, e gritam para controlar as crianças. Se este tipo de comportamento é comum na casa, não se esqueça que as crianças imitam o que vem na casa, e por este motivo solucionarão os conflitos e as situações cotidianas elevando a voz.

● Fase de rebeldia. É uma época que a criança vive em seu desenvolvimento. Esta fase geralmente ocorre por volta dos dois ou três anos de idade. Nesta, a criança começa a se defender por si mesmo, pois já descobriu seu ambiente e se sente maior e mais autônomo, e, portanto, mais independente. Assim, quando se limita essa independência aparece a rebeldia e esta se mostra gritando.

Já conhecemos as possíveis causas mais comuns. É claro, pode haver outras como problemas de saúde ou psicológicos, mas estes devem ser tratados por especialistas. Vamos ver quais soluções podemos aplicar para que parem os gritos desagradáveis.

Como reagir aos gritos de uma criança

Não gritar em casa. É absolutamente primordial manter a calma e tentar não elevar a voz dentro de casa. É o melhor exemplo que se pode dar a um filho. Se ele observa que em casa as coisas se solucionam dialogando e explicando os motivos, no final, se comportará do mesmo modo. Sabemos que as vezes o cansaço, o stress, o ritmo cotidiano, o mal-estar físico, os problemas, etc… perturbam os adultos. Por este motivo reagem mal. O melhor, não somente para as crianças, mas também para os adultos, é que estes aprendam a controlar suas emoções e a gerenciar o stress para eliminar os gritos da comunicação.

● Não ceder à chantagem da criança. Uma das maneiras é explicar-lhe com calma que se gritar não obterá o que ele quer; por isso não dê até que ele pare de gritar.

● Explique por que é errado gritar. Coloque exemplos de pessoas gritando para o que ele associe com algo desagradável.

● Ajude-o a identificar emoções e sentimentos e a gerenciá-los. Faça com que entenda que sentir-se mal é algo normal que ocorre com todos e ofereça soluções para que ele se sinta melhor.

Parabenize-o quando não gritar e pedir corretamente as coisas. Deste modo ele identificará a ausência de gritos com algo positivo, ao mesmo tempo que reforçará sua segurança e autoestima.

Existem mais métodos, por exemplo, colocar o dedo em seus lábios para que pare de gritar, fazer com que pense novamente, etc… O importante é que tudo seja com carinho, empatia e que de um modo lógico a criança compreenda que elevando a voz não vai conseguir nada positivo. E como em todos os processos, tenha paciência, muita paciência para aliviar os gritos de uma criança.