Tabela de introdução alimentar para bebês

Vamos apresentar uma tabela de introdução alimentar para que você saiba a partir de que momento incluir os diferentes alimentos na dieta do bebê.
Tabela de introdução alimentar para bebês

Última atualização: 26 abril, 2022

Conhecer a tabela de introdução alimentar para bebês evitará mais de uma dor de cabeça ao planejar a alimentação dos pequenos. A principal recomendação é oferecer a comida na hora certa para evitar intolerâncias ou engasgos nos primeiros estágios da vida.

Normalmente, o pediatra oferece uma série de orientações sobre alimentação complementar por volta do sexto mês. No entanto, hoje vamos comentar alguns pontos-chave para você levar em consideração ao iniciar essa jornada.

Vale ressaltar que, dentro das possibilidades, é conveniente propor desde o início uma alimentação variada e completa. Assim, seu pequeno receberá todos os nutrientes necessários para crescer e se desenvolver saudável e forte.

A tabela de introdução alimentar

Até os 6 meses de vida, o único alimento que o bebê pode e deve consumir é o leite. Idealmente materno, pois o aleitamento materno tem demonstrado oferecer inúmeros benefícios para a mãe e para a criança. No entanto, quando isso não for possível, podem ser utilizados leites de fórmula devidamente preparados para esse fim.

A partir dos 6 meses de idade, a maioria dos bebês está pronta para iniciar a alimentação complementar, também chamada de desmame. Mas os alimentos não podem ser introduzidos no cardápio de uma só vez, pois há alguns que devem ser evitados por um tempo.

O principal objetivo da alimentação complementar é adquirir um novo hábito e também suprir as necessidades nutricionais e energéticas dessa fase. Mas isso deve ser feito sem colocar em risco o bem-estar da criança e sem substituir a amamentação. Como o próprio nome diz, é complementar a isso.

Tabela de introdução alimentar para bebês

TIPO DE ALIMENTO IDADE DE INTRODUÇÃO DURAÇÃO MÁXIMA
Leite Materno 0 a 6 meses De forma exclusiva preferivelmente e a livre demanda.
Leite Materno 6 a 12 meses O leite materno é mantido como o principal alimento e continua a livre demanda.
Leite Materno a partir dos 12 meses O leite materno passa a ser o alimento que complementa os alimentos sólidos.
Fórmula Artificial 0 a 6 meses Quando o bebê não receber leite materno ou se complementa com o leite materno.
Fórmula Artificial 6 a 12 meses A fórmula artificial é mantida como o alimento principal.
Fórmula Artificial a partir de 12 meses Já não é mais necessário manter a fórmula artificial.
Alimentação Complementar 6 a 12 meses -Cereais

-Carnes macias e carnes vermelhas

-Ovo

-Verduras e vegetais

-Leites vegetais

-Frutos secos

-Cogumelos

Alimentação Complementar a partir dos 12 meses -Leite de vaca

-Queijos macios com baixo teor de sódio

-Iogurte natural preferivelmente sem açúcar

-Frutos do mar, já que são altamente alergênicos e com alto teor de mercúrio

-Peixes azuis

Amamentação desde o nascimento

Como mencionamos, a amamentação é o melhor método de alimentação durante a primeira infância. Ele não contém apenas centenas de nutrientes, mas também uma série de compostos bioativos que protegem e fortalecem o sistema imunológico do bebê. É um produto de alta qualidade, que se adapta naturalmente às características e necessidades de cada criança.

Nos primeiros 6 meses de vida, o aleitamento materno é o único alimento que a criança deve receber e a melhor forma de oferecê-lo é por livre demanda. Assim, o crescimento e o desenvolvimento ideais são alcançados, ao mesmo tempo em que se promove o vínculo entre mãe e bebê.

Além dos benefícios para a saúde física de ambos, a amamentação também demonstrou contribuir para a saúde mental das mulheres e reduzir o risco de depressão pós-parto.

Leite em pó

Em alguns casos, o bebê não pode ser amamentado. Nesses casos, é fundamental escolher um leite em pó de boa qualidade para garantir o crescimento ideal da criança e reduzir alguns riscos futuros para a sua saúde.

Um dos principais problemas desses produtos é que eles podem conter quantidades excessivas de açúcares simples, que são ingredientes potencialmente prejudiciais quando consumidos regularmente. Isso é evidenciado por pesquisas publicadas na revista Frontiers in Bioscience.

É sempre aconselhável ler atentamente os rótulos nutricionais para escolher um alimento de qualidade. Algumas fórmulas lácteas são enriquecidas com elementos essenciais, como ácidos graxos ômega 3. Isso pode ser muito positivo para a saúde intestinal da criança e para o desenvolvimento do cérebro.

5 recomendações importantes sobre alimentação complementar

Como mencionamos, após os 6 meses, a gama de alimentos e nutrientes para o bebê pode ser ampliada.

Em geral, são poucos os alimentos ou ingredientes que são desencorajados nos estágios iniciais, mas é fundamental levar em consideração as recomendações dos especialistas. Dessa forma, os benefícios da alimentação complementar superarão os riscos.

1. Ofereça alimentos frescos

Os bebês iniciam sua alimentação sem nenhuma experiência anterior. Por isso, é uma boa oportunidade para ajudá-los a desenvolver um paladar amplo e habituá-los a comer comida de verdade e saudável.

Exceto quando há histórico de alergias ou intolerâncias digestivas, é possível iniciar com qualquer grupo alimentar. De acordo com a Associação Espanhola de Pediatria, a partir dos 6 meses podem ser oferecidos os seguintes alimentos:

  • Carne de diferentes animais (peixe, vaca, frango, porco).
  • Frutas, legumes e verduras.
  • Cereais.
  • Legumes.
  • Ovos.
  • Óleos vegetais (milho, azeitona, girassol, entre outros).

É importante esclarece que a forma de preparo e apresentação de cada um deles deve ser adequada para bebês pequenos, por isso é conveniente consultar o pediatra ou nutricionista antes de iniciar.

2. Deixe o bebê explorar a comida

Uma ótima maneira de incutir hábitos alimentares saudáveis é disponibilizar alimentos para o seu filho. Dessa forma, ele se acostumará com as diferentes características organolépticas dos alimentos e começará a desenvolver seus próprios gostos e preferências.

Para isso, é melhor oferecer pedacinhos de algum alimento, como frutas ou legumes cozidos para ele pegar com as mãos e investigar. Assim, participará ativamente de sua nutrição e também evitará rejeição no futuro.

3. Respeite o ritmo da criança

Apesar das nossas intenções de incluir a criança no mundo culinário, não podemos ignorar o fato de que se trata de um novo aprendizado. Portanto, devemos ter paciência e dedicação em cada novo passo do nosso bebê.

Quando você apresentar seu filho à comida, dê a ele tempo para explorá-la, reconhecê-la e comê-la. Organize o horário da alimentação complementar longe da ingestão de leite para que ele tenha uma vontade real de comer. E se seu bebê não estiver disposto ou com fome, não o force. Ele mesmo pode se regular de acordo com sua saciedade e seu apetite.

Criança comendo durante o desmame conduzido pelo bebê.
A introdução de alimentos sólidos deve começar quando o bebê estiver em condições de realizar esse processo. Deixe seu apetite definir o ritmo de ingestão.

4. Evite alimentos supérfluos

Como dissemos, o bebê não sabe o que é gostoso, feio, doce ou salgado. Portanto, abre-se uma boa oportunidade para permitir que ele aproveite o sabor natural dos alimentos e também se acostume sem temperos.

O açúcar e o sal dão sabor, mas não são necessários. E, de fato, é aconselhável evitá-los nessa fase, pois podem ter consequências negativas para a saúde dos bebês.

O consumo de açúcar em idade precoce gera hábito e também aumenta os níveis de glicose no sangue da criança. A longo prazo, pode favorecer o desenvolvimento de patologias metabólicas como o diabetes.

Quanto ao sal, seu consumo é desencorajado em crianças menores de um ano devido à sobrecarga hídrica que gera para os rins imaturos.

Aproveite que seus paladares são virgens desses condimentos e evite-os ao máximo.

5. Não ofereça mel antes do primeiro ano de vida

Os bebês não têm um corpo suficientemente competente para processar algumas toxinas bacterianas, como as contidas no mel. Se ingerido, a criança pode desenvolver botulismo, uma doença potencialmente muito grave. Portanto, até 12 meses não é conveniente oferecer esse produto.

O que eles podem comer a partir de 12 meses?

Após 12 meses, o leite materno pode continuar sendo oferecido, mas como mais um alimento na dieta. Nesse momento, o fundamental é elaborar um cardápio equilibrado e variado que satisfaça as necessidades energéticas e nutricionais da criança.

Passado o primeiro ano, muitos produtos diferentes podem ser introduzidos, mas os frescos e naturais devem sempre ser priorizados. Tanto as carnes quanto os vegetais devem fazer parte do cardápio regular. Ao escolher alimentos com algum teor de carboidratos, você deve optar por aqueles com carboidratos de alta qualidade, como os tubérculos.

Você só precisa ter cuidado com alguns alimentos específicos, como nozes inteiras, pois podem causar asfixia acidental quando são apresentados sem cortes. Como regra geral, as crianças com mais de um ano de idade podem comer quase tudo, mas os alimentos frescos devem sempre ser priorizados em relação aos alimentos processados.

Pode interessar a você...
Glúten na alimentação do bebê: em qual idade introduzi-lo e como fazer isso?
Sou Mamãe
Leia em Sou Mamãe
Glúten na alimentação do bebê: em qual idade introduzi-lo e como fazer isso?

Você tem dúvidas sobre o momento certo para introduzir o glúten na alimentação do seu bebê? A seguir, confira algumas dicas importantes!