Parto, uma dor que não vale o sofrimento, vale a alegria

16 de abril de 2017

O parto não vale o sofrimento, vale toda a alegria que uma notícia surpreendente pode produzir. Você esperou por essa notícia durante muito tempo e se preparou, talvez, a vida toda. Isso não significa que com toda a felicidade do parto você vai se esquecer completamente das intensas dores que sentiu. Por outro lado, a imensa satisfação que se sente ao receber nos braços pela primeira vez um ser tão amado supera qualquer dor.

Parto: emoções encontradas

A felicidade que o parto proporciona se compara a poucas coisas, ou melhor, a nenhuma.

Não existe no mundo emoção maior que essa. Nem ao ganhar um grande prêmio, ao se formar no curso que você sempre sonhou ou ao se casar com o homem ou a mulher ideal.

No entanto, assim como se vive intensamente esse momento mágico de dar vida a outro ser humano, sangue do seu sangue, também é intenso o sofrimento que muitas horas de contrações provocam. Nesse momento, o relógio para de funcionar e o alívio fica longe, muito longe, até parece inalcançável.

O parto é uma fortaleza de emoções encontradas porque dor e felicidade são vividas intensamente juntas.

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Parto, uma dor que não vale o sofrimento

Se a mulher não desse à luz com dor, nem sentisse no peito uma sensação tão intensa, talvez o parto não fosse um momento tão grandioso nem tão lembrado.

É preciso reconhecer que as memórias mais vívidas são aquelas que colocam o ser humano em situações limites, tanto na alegria quanto na tristeza, como na dor do parto.

Ninguém se lembra de momentos sem graça porque simplesmente o cérebro se preocupa em “cortar” os que realmente são significativos, os que pela intensidade deixaram marcas.

Se esse fosse o caso, pode ser que o parto não valesse a pena e os bebês nascessem da mesma forma que brotam os frutos de uma árvore, por toda parte e sem provocar emoções.

Parto, uma dor que vale a alegria!

O parto, o momento exato em que a gravidez de uma mulher chega ao fim e a vida de outra pessoa começa, produz alegrias inimagináveis.

É um momento assistido por médicos e enfermeiros (caso seja necessário), para o qual a gestante se prepara durante 40 semanas em média.

É o momento máximo de nervosismo, desespero e êxtase que tanto a mãe quanto a família que espera fora da sala de parto tanto aguardam.

Porque a mãe é a primeira que vive a surpresa do nascimento de um filho, ou filhos, enquanto a família permanece alerta e ansiosa, aguardando a notícia da boca do obstetra:

“É um lindo menino de 3,5 quilos! Tudo correu bem.”

Essas poucas, mas precisas palavras provocam um mar de emoções e felicidades.

O pai é parabenizado, os avós comemoram, tios, primos, a comitiva completa festeja o momento em que um novo membro entrou na família para aumentar mais ainda o sentimento de felicidade.

Parto, uma dor que não vale o sofrimento, vale a alegria!

O momento do parto costuma despertar medo nas mulheres.

Aquela que vai dar à luz pela primeira vez sente medo devido à sensação de incerteza que esse momento desconhecido provoca. O medo aumenta graças às opiniões e as diversas vivências de outras mulheres:

“Essa dor não se compara a nenhuma outra”.

“Fiquei com contrações durante 10 horas até meu filho nascer”.

“O pior de tudo é que, depois de ter ficado quase 24 horas com dores, não dilatei e tiveram que fazer uma cesárea”.

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As mulheres que já passaram por isso sabem a que vão se submeter e, tendo o parto anterior sido mais ou menos doloroso, assim será a intensidade do medo.

No entanto, todas as mulheres, tanto as que tiveram um bom parto, as de primeira viagem e as que sofreram com muitas horas de dor, concordam com uma coisa:

“No momento exato em que você vê esse ser tão especial que está respirando e chorando pela primeira vez, você só tem olhos para ele”.

O medo, o nervosismo e a transpiração desaparecem por completo.

Quando seu bebê nasce, você sente um alívio enorme, é uma coisa fantástica. Rapidamente você relaxa como nunca antes na sua vida. Uma mescla de surpresa, alienação e alegria que não há palavras que podem descrever.”