Tudo que é preciso saber sobre a moleira do bebê

20 Agosto, 2017

A fontanela do bebê, aquela região mole no crânio, também conhecida como moleira, costuma deixar muitos pais preocupados. Na verdade, essa lacuna entre os ossos da cavidade craniana tem muito o que dizer. Continue conosco para conhecer suas particularidades.

As fontanelas

As fontanelas, também chamadas de suturas, são as junções moles cobertas por membranas que estão localizadas entre os sete ossos que compõem o crânio.

Apesar de normalmente existirem várias fontanelas, as mais conhecidas pelos pais são a posterior e, principalmente, a anterior. Então, quando se fala sobre fontanelas, imediatamente vem à mente o nome moleira.

Fontanela lambdoide

A fontanela posterior (fontanela lambdoide) é a sutura que se localiza na parte posterior do crânio.

Em geral, termina de se fechar pouco tempo após o nascimento do bebê, por volta da oitava semana. Mas existem muitos casos em que a criança já nasce com ela fechada. Os adultos, às vezes nem percebem sua existência.

Fontanela bregmática

moleira

A moleira (fontanela bregmática) é aquela que provoca mais conversas na família e a mais conhecida pelos pais.

A fontanela anterior é aquela que se encontra na parte superior do crânio, um pouco antes do centro da cabecinha do bebê e que não se fecha, em muitas situações, até aproximadamente os dois anos de idade.

Para que servem as fontanelas?

Esses ossinhos são imprescindíveis ao momento do nascimento. Como o bebê sai pelo canal do parto, as fontanelas permitem que os ossos se sobreponham para que o cérebro não seja danificado.

Após o nascimento, continuam cumprindo diversas funções, entre elas, uma principal: permitir que a cabeça cresça à medida que o cérebro também aumenta de tamanho.

Nas consultas com o pediatra, o médico apalpa a fontanela anterior das crianças para poder avaliar melhor o desenvolvimento e descartar, dessa forma, alguns problemas como a craniossinostose (fusão prematura das fontanelas que impede o crescimento normal do conjunto crânio-cérebro).

Por outro lado, uma moleira dilatada ou muito aberta é um sintoma do aumento da pressão intracraniana e de líquido (hidrocefalia). Uma moleira muito afundada é indício de desidratação.

É preciso se preocupar quando a fontanela do bebê estiver afundada ou dilatada?

moleira

Sim, é preciso se preocupar. Tudo relacionado ao bebê deve ser motivo de atenção. No entanto, é preciso observar com cuidado a fontanela anterior. Porque ela está dilatada em determinado momento não significa que haja algum problema.

A moleira, às vezes, pulsa em uníssono com os batimentos do coração. Ela também se dilata quando a criança vomita, chora ou faz esforços e, ainda, se afunda quando a mantemos tranquila. Em nenhum desses caso é preciso se preocupar.

Um corpo bonito promete uma bela alma

-Sócrates-

No entanto, se, por exemplo, você perceber que a fontanela anterior se mantém dilatada o tempo todo, deve levar a criança ao pediatra porque ele poderá determinar se trata-se de algum transtorno ou alguma doença.

Como tirar a casca da moleira do bebê?

Mesmo que o bebê tenha uma boa higiene, a fontanela anterior costuma ficar cheia de caspa, e essa é uma das principais preocupações que essa região peculiar causa nos pais.

A casca amarelada e gordurosa que se forma é impossível de tirar apenas esfregando com a ponta dos dedos. Em geral, quando for limpá-la é preciso utilizar outro método para retirar o que também se conhece como crosta láctea.

Por isso, quando você perceber que seu bebê está com caspas na moleira, é adequado agir da seguinte forma:

Use um algodão e molhe em um óleo para bebês. Passe suavemente na moleira do seu filho e molhe bem o crânio com o óleo.

Espere alguns minutos para que a crosta amoleça. Pegue um pente de dentes macios e passe-o com delicadeza em toda a região. Para que seja mais fácil retirar a sujeira, realize movimentos curtos, e sempre de trás para frente.

Quando você terminar de tirar a crosta, lave a cabeça do pequeno como de costume, sem exercer muita pressão.