Aleitamento materno: por que é a melhor opção?

· 19 de maio de 2017

O aleitamento materno é recomendado de forma unânime por pediatras e organizações mundiais de saúde  como alimento exclusivo nos primeiros meses de vida. O leite armazenado no peito materno é o único alimento capaz de cobrir de forma natural as necessidades de saúde e energia do bebê no primeiros meses de vida. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a prática e promoção do aleitamento materno reduziria em 20% a mortalidade infantil e salvaria mais de um milhão de vidas por ano. O aleitamento materno nas primeiras três horas de vida é um alimento milagroso. Mas, ainda assim, menos de 40% das mães no mundo dão ao seu bebê o leite materno como alimento exclusivo nos primeiros meses.

Entre suas vantagens, é confirmado que o leite materno contém altas doses de nutrientes, é inofensivo e previne infecções, alergias e desconfortos intestinais. Juto a tudo isso, podemos dizer que é um alimento gratuito e uma poderosa forma de nutrir os laços afetivos entre mãe e filho.

Alimento natural

O leite materno é um alimento natural e inofensivo que vai diretamente da mãe para o bebê. O leite materno não requer preparação prévia, produtos esterilizados nem água potável. Essa vantagem evita que a criança consuma leite contaminado. A garantia de que se trata de um alimento que contribui como nenhum outro para a saúde e crescimento do bebê é de 100%.

O leite materno contêm anticorpos e mais de 400 nutrientes em sua composição. Um dado curioso é que toda mãe, independentemente de sua cultura ou hábitos alimentícios, gera o mesmo tipo de leite com os mesmos nutrientes.

Isso varia somente de acordo com o estado de desenvolvimento e das demandas nutricionais do bebê. Ou seja, uma mãe na Espanha e na Bolívia têm no leite materno, em princípio, a mesma quantidade de nutrientes. Em comparação com as fórmulas ou leites artificiais, o leite materno é superior.

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Disposição

O leite materno é um alimento acessível. Sua produção é sincronizada com as demandas alimentícias da criança e será afetada somente se a mãe, por alguma razão, parar de oferecer o peito ao filho ou começar a substituir o leite materno por outros alimentos.

É muito frequente ver as mães preocupadas pela pouca quantidade de leite que armazenam em seus peitos. No entanto, mais que a quantidade, elas devem dar importância para que a criança fique saciada e satisfeita. Se ela não chora, não precisa de outros alimentos e parece estar crescendo em ótimos patamares, isso segundo a opinião do seu pediatra, por isso não há com que se preocupar.

No primeiro mês a mãe libera de seus peitos um líquido chamado colostro, de cor amarelada e muito líquido. Esse é um alimento completo com os nutrientes necessários para que seu bebê sobreviva no primeiro mês.

O leite materno irá onde for a mãe com seu filho. Em caso de ausências da mãe por trabalho ou outra razão, poderá se optar por armazenar o leite para as próximas horas de mamadas.

Gratuidade

O leite materno é um alimento que não se compra nos mercados e farmácias. Está disponível 24 horas por dia ali no peito da mãe. Portanto, sua gratuidade é outra das razões pelas quais o leite materno é o melhor alimento para seu bebê e inclusive para você mesma.

Estudos indicam que o período de amamentação para o seu bebê (ao menos nos primeiros meses) funciona como um método natural – ainda que não totalmente seguro – de controle de fertilidade. Ou seja, se você está amamentando, tem menos possibilidades de ficar grávida, ajuda na perda natural de peso da gestação, previne a diabetes tipo 2, e a depressão pós parto.

No bebê, o consumo de leite materno contribui para a prevenção de infecções, alergias e diminui os riscos de obesidade.

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Variedade de sabores

O leite materno não é sempre o mesmo nem tem o mesmo sabor. Inclusive, em uma mesma mamada, pode variar sua composição. Nos primeiros minutos, a mãe libera um leite mais claro, líquido e sem sabor para limpar o paladar do bebê e matar sua sede. Nos minutos seguintes, oferece ao bebê um alimento mais espesso e com nutrientes para saciar seu apetite e demanda alimentícia.

O sabor do leite varia de acordo com os alimentos que a mãe ingere. Por isso, uma dieta balanceada, rica em frutas, proteínas e fibra, é necessária. Restrinja o consumo de cigarro, cafeína, álcool, doce e pimenta nesse período de amamentação. Afinal, o que você consome é o que seu bebê irá ingerir.

A partir dos seis meses, se aconselha à mãe complementar a alimentação natural com alimentos sólidos, como papinhas, compotas e purês. A amamentação materna deve ser feita por no mínimo até os seis meses de vida do bebê e pode se prolongar até os dois anos de vida se assim for o desejo da mãe e do filho.