Dicas para evitar o desconforto gerado pela vacinação

· 5 de março de 2017

A vacinação, especialmente quando é aplicada durante os primeiros cinco anos de vida é um momento vital para prevenir o aparecimento de doenças muito graves que atacam diferentes órgãos e sistemas. Contudo, esse é um dos momentos mais difíceis para as crianças que têm medo de agulhas.

Felizmente há soluções muito simples para que a visita ao local de vacinação seja muito menos traumática e para que aos poucos seja mais fácil para eles:

Antes de ser vacinado

Procure saber quais as vacinas que seu filho irá receber para que você se informe sobre os possíveis efeitos colaterais. Se você tem alguma dúvida não tema em perguntá-la para um médico de confiança.

  • Verifique no registro de vacinação a quantidade de doses e vacinas que a criança já recebeu e mostre a seu médico  para que nenhuma dose seja repetida.
  • Se você quer que seu pequeno se sinta mais confortável e tranquilo deixe-o levar um de seus brinquedos preferidos ou o livro de contos que ele mais gosta. Também é uma boa ideia você levar a manta ou algum objeto para que ele possa se sentir como se ainda estivesse em casa e assim ficar menos tenso.
  • Com as crianças mais velhas você pode falar sem problema e dizer que ainda que a picada doa um pouco, a dor passa bem rapidinho.
  • Se for possível, peça para que outras pessoas da família estejam envolvidas no processo, para que ajudem você a tranquilizá-lo um pouco mais.
  • Evite contar a eles histórias infelizes que possam assustá-los mais. O momento que antecede a vacinação não é ideal para falar sobre experiências ruins que você e outras pessoas tiveram durante a vacinação.

No consultório médico

consultorio

Se você tem alguma pergunta esse é o momento ideal para fazê-la, especialmente com relação aos cuidados que deve ter depois da vacina. Em alguns casos lhe recomendarão dar a seu filho um analgésico, mas dar muitas vezes não é conveniente. Por isso, é importante que você receba informação suficiente e necessária.

  • Para que o pequeno esteja distraído e pense menos na dor que sentirá, você pode cantar, iniciar uma conversa divertida, mostrar um vídeo ou qualquer outra coisa que o faça pensar em algo diferente.
  • Fique sorrindo e faça contato visual com o menino ou a menina para que ele se sinta apoiado e pense que tudo ficará bem.
  • Se for  uma criança pequena o ajudará muito você contar uma história ou interagir com ele usando seu brinquedo preferido.
  • À medida que as crianças crescem ensine-os a respirar adequadamente para que a dor que irão sentir seja menos aguda. Os músculos relaxados doem menos que quando estão tensos.
  • Se a criança chora, não a culpe e diga palavras de consolo que a indique que tudo ficará bem ao sair do consultório.
  • O momento após a vacinação é fundamental. Quando for dar comida a seus filhos dê a eles um pouco de afeto e os ajude para que a experiência seja mais suportável para ocasiões posteriores.

Depois da vacinação

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Em muitos casos, depois de receber uma vacina, as crianças têm reações físicas desagradáveis, como dor no lugar onde a injeção foi dada, pequenas alergias na pele e febre. Mesmo que essas reações sejam normais e vão embora rapidamente com um pouco de cuidado, essas dicas são úteis para que você as identifique e as minimize o quanto for possível:

  • Leia com cuidado as recomendações que você recebe no consultório do médico, especialmente as condições da vacina e qualquer informação técnica que lhe indique os efeitos colaterais esperados.
  • Use uma compressa fria para diminuir pouco a pouco o enrijecimento da pele, a inflamação e a dor.
  • Para diminuir a febre dê ao pequeno um banho morno, mas curto. Se seu médico permitir, dê um analgésico adequado para sua idade.
  • Dê ao pequeno uma boa quantidade de líquido para mantê-lo hidratado. Lembre-se que o apetite da criança pode diminuir durante as 24 horas depois da vacinação, o que é algo muito normal.
  • Tenha muita atenção à situação que a criança ficará após as vacinas. Assim, você saberá se há algum sintoma ou condição derivada da vacina que requer ajuda de um profissional da saúde.