Dor nas costas em crianças: o que fazer (e o que não fazer)

As limitações nos exercícios ou nas atividades escolares podem ser o primeiro sinal de alerta para as dores nas costas.
Dor nas costas em crianças: o que fazer (e o que não fazer)

Última atualização: 11 Abril, 2021

Poucas sensações são tão incômodas quanto a dor nas costas em crianças, um sintoma que pode variar de esporádico e leve a grave em uma pequena minoria de casos. Embora a avaliação médica seja sempre importante, existem alguns fatores que podem ser modificados em casa para melhorar a qualidade de vida dos pequenos.

Da mesma forma, existem alguns comportamentos que devem ser evitados para não piorar a situação ou gerar outros efeitos, como a automedicação. Nas linhas a seguir falaremos sobre os aspectos mais gerais, as causas e os comportamentos que você deve seguir caso seu filho tenha dores nas costas. Continue lendo!

Por que ocorre dor nas costas em crianças?

A dor nas costas em crianças é comum.

De acordo com uma publicação de Comprehensive Pediatrics de 2014, a dor nas costas em crianças pode ser o resultado de múltiplas condições patológicas e não patológicas. De fato, estima-se que em 95 a 99% dos casos não haja associação com alguma doença ou acontecimento específico, o que se conhece como “dor inespecífica”.

Nessa importante porcentagem de crianças, podem existir fatores associados que explicam, em partes, a dor. Por exemplo, atividade física abundante (ou sua ausência), obesidade e o uso incorreta de mochilas escolares são alguns exemplos representativos.

Em poucos casos, existem doenças capazes de causar esse problema. Eles são muito menos comuns do que em adultos, nos quais certas doenças, como a artrite, são comuns. Algumas dessas doenças são as seguintes:

  • Hérnia de disco: quando uma estrutura na coluna vertebral chamada de “disco intervertebral” se projeta para fora ou sai dos limites normais e acaba comprimindo ou irritando um nervo, essa situação causa alguns sintomas, incluindo a dor nas costas. É mais comum em adolescentes do que em crianças pequenas.
  • Tumores espinhais: podem ser divididos em benignos e malignos. Em geral, são raros, embora existam tumores ósseos malignos mais comuns em crianças do que em adultos.
  • Deformidades: é o caso típico da escoliose, patologia em que a coluna vertebral desvia para um dos lados.

O que fazer com relação à dor nas costas em crianças?

Como mencionamos, a dor nas costas em crianças pode ser frequente, mas raramente se deve a patologias significativas. Antes de ir ao médico, é válido refletir sobre as situações ou os comportamentos que podem estar influenciando o aparecimento da dor. Nesse sentido, você pode pensar no seguinte:

  • A dor começa em uma hora específica do dia?
  • A mochila escolar está muito pesada? A criança a usa corretamente?
  • A criança está se exercitando muito? Ou, pelo contrário, ela leva uma vida sedentária?

Na maioria dos casos, a resposta a qualquer uma dessas perguntas é positiva. De casa, é possível intervir para melhorar alguns desses “fatores de risco” e reduzir a intensidade e a frequência da dor.

O que não fazer?

Na maioria dos casos, é tentador dar à criança um analgésico comumente usado em casa (como paracetamol ou ibuprofeno). Embora muitos desses medicamentos estejam disponíveis sem receita médica e sejam seguros, é importante considerar os seguintes aspectos em relação à criança:

A automedicação (ou, nesse caso, a administração de medicamentos sem indicação médica) não é recomendada. Por esse motivo, é mais do que aconselhável uma breve consulta com um pediatra ou médico de família.

Evite a automedicação! Isso pode ter consequências negativas para a saúde do(a) seu(sua) filho(a).

Na verdade, se a automedicação durar muito tempo, pode aumentar a incidência de efeitos adversos. Hoje em dia, as facilidades para ir a uma consulta médica são maiores, incluindo a opção da telemedicina.

É sempre necessário ir ao médico?

Se a dor chama muito a atenção dos pais ou representa um problema na vida da criança, é aconselhável ir ao médico o mais rápido possível. Essa consulta pode ser planejada com bastante antecedência no caso de ser uma sensação muito esporádica e de leve intensidade.

Em princípio, o melhor é consultar um pediatra ou clínico geral, dependendo da idade da criança ou da região em que você mora. Se necessário, qualquer um desses profissionais pode encaminhar a criança a outro especialista, como um neurocirurgião, traumatologista ou ortopedista.

Quais são os sinais de alerta?

Em caso de aumento de volume na coluna vertebral, febre constante, dores generalizadas em todo o corpo e irradiação para as pernas, obesidade ou problemas de comportamento relacionados com a depressão, é aconselhável consultar um médico o mais rápido possível. É provável que haja uma condição subjacente que precisa ser diagnosticada!

Um sintoma comum, mas que não deve ser negligenciado

A dor nas costas em crianças pode ser um verdadeiro incômodo, inclusive para os pais que, logicamente, se preocupam com a saúde dos filhos. Como já mencionamos, na maioria das vezes esse problema aparece por causa de problemas comportamentais ou emocionais que podem melhorar com algumas mudanças em casa.

Para esclarecer as dúvidas, procurar um médico especialista sempre será a melhor opção. Tente anotar em algum lugar a resposta às perguntas que formulamos, bem como quaisquer exames recentes de laboratório que tenham sido feitos por qualquer motivo.

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