As vacinas infantis e o coronavírus

20 de maio de 2020
As vacinas são um dos temas que podem despertar dúvidas nos pais nessa época de quarentena. Aqui, nós vamos contar tudo o que você precisa saber.

Atualmente, por causa da pandemia causada pelo coronavírus, estamos enfrentando momentos de incerteza em muitos aspectos. Um deles, e é exatamente o tema do nosso artigo: o que acontece com as vacinas infantis durante essa situação?

As vacinas infantis durante a pandemia

O que está acontecendo nesse momento em nosso país é que os recursos de saúde do sistema de saúde estão sendo redistribuídos de forma que as necessidades mais urgentes possam ser atendidas. É por isso que muitos centros de atenção primária podem não estar operando com sua capacidade máxima.

Isso significa que em alguns centros de saúde pode haver falta de funcionários ou de abastecimento de vacinas. Também é possível que, nesses centros de saúde, atividades como as consultas de rotina ou a vacinação de pessoas saudáveis ​​tenham sido interrompidas por algum tempo, devido à recomendação de reduzir o deslocamento de pessoas aos postos de saúde para não saturar ainda mais o sistema.

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Como devemos agir?

Devemos, como sempre, manter a calma e agir da maneira mais coerente possível. Como o nosso país conta com dimensões continentais e cada localidade está enfrentando uma fase diferente da pandemia, pode ser que em cada local ou centro de saúde a situação seja distinta.

Vacinas infantis: bebê tomando vacina

Portanto, a primeira coisa que devemos fazer é nos informar sobre a situação do centro de atenção primária mais próximo da nossa residência. Podemos fazer isso, simplesmente, ligando para o local a fim de obter informações em tempo real.

É muito importante não se deslocar diretamente ao centro de saúde com nossos filhos sem antes pensar em como pode estar a situação no local. Todos sabem que a recomendação básica é sair de casa apenas para necessidades imprescindíveis. Portanto, antes de sair, devemos ter certeza de que o centro de saúde esteja administrando as vacinas como previsto e possa nos atender.

Caso nos informem que as vacinações estão paralisadas, devemos procurar manter a calma. É importante lembrar que essa situação é temporária e que o adiamento da vacinação será por um tempo limitado.

Não há motivos para se preocupar com a saúde dos nossos filhos se adiarmos uma de suas vacinas por alguns meses, pois sempre há uma margem de segurança nesse procedimento. As vacinas serão retomadas assim que a situação voltar à normalidade.

Quais vacinas têm prioridade?

Nos centros de saúde em que existem restrições quanto às vacinas, a recomendação é dar prioridade a determinadas situações, que são:

  • As primeiras vacinas, ou seja, as vacinas administradas em bebês de até 15 meses de idade. Isso inclui as vacinas aos 2 e 4 meses, a tríplice viral administrada no primeiro ano de idade e a da catapora, aos 15 meses. As primeiras vacinas do bebê são muito importantes. Portanto, assim que a situação permitir, eles serão os primeiros a serem vacinados.
  • Pacientes com doenças crônicas e imunodeprimidos. Essas pessoas são mais suscetíveis a certas doenças e, além disso, as complicações trazem maior risco a esses pacientes. Portanto, eles serão outro grupo populacional com prioridade para a vacinação.
Vacinas infantis: criança tomando vacina

  • Por último, as mulheres grávidas. Dada a situação delicada e o fato de que a vacinação também envolve a proteção do bebê, elas serão o último grupo populacional com prioridade a ser vacinado.

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Em relação às vacinas infantis durante o coronavírus…

As vacinas dos nossos filhos são um tema importante e é lógico que devemos ficar atentas a essa discussão. Obviamente, é sempre recomendável manter o calendário de vacinação da criança em dia. No entanto, estamos vivendo uma situação nova e excepcional, para todos nós, e devemos ter extrema cautela.

É por isso que devemos agir com a maior consciência possível. Temos que nos informar por telefone sobre a situação em que o centro de saúde mais próximo se encontra e sempre agir respeitando as indicações dos especialistas que nos atendem.

É por isso que, caso as vacinas dos nossos filhos sejam adiadas por algumas semanas por causa da situação, devemos manter a calma e não nos preocupar excessivamente. Assim que tudo voltar ao normal, a vacinação será retomada como o previsto  e isso não vai causar grandes consequências.