7 perguntas para o pediatra

Não há dúvida materna que não mereça ser respondida, pois todas constituem uma oportunidade para oferecer o melhor atendimento de saúde às crianças.
7 perguntas para o pediatra

Última atualização: 18 Setembro, 2021

A consulta médica do bebê nunca é suficiente para abarcar todos os tópicos. E muitas vezes, ao chegar para casa, descobrimos que nos esquecemos de fazer ao pediatra as perguntas importantes. Mas acalme-se! Isso acontece com todas as mães.

Uma forma de não esquecer os pontos mais importantes é anotar todas as dúvidas que surgem no nosso dia a dia. Dessa forma, evitamos deixá-las sem resposta após a consulta. Além disso, direcionamos o acompanhamento da saúde em torno das nossas preocupações genuínas como mães.

Aqui estão algumas das dúvidas mais frequentes que aparecem nas consultas dos bebês no pediatra. Certamente, mais de uma delas já passou pela sua mente. Vamos descobrir?

1. Estou amamentando, mas será que meu bebê ainda pode ficar com fome?

A amamentação é uma das estratégias mais bem elaboradas da natureza. O que a mãe produz costuma ser a opção mais adequada para o bebê, tanto em quantidade quanto em qualidade.

O leite materno é um fluido vivo, cuja composição varia de acordo com as necessidades da criança. Por isso, muda ao longo do tempo e também ao longo de cada mamada. Alimentar um recém-nascido não é o mesmo que alimentar uma criança de 1 ano. Ao mesmo tempo, o leite da manhã também não é igual ao da noite.

Na maioria dos casos, a quantidade de leite materno é adequada para atender às necessidades do bebê. A melhor estratégia para isso é promover o aleitamento materno sob demanda. Ou seja, oferecer o seio quantas vezes o bebê ou a mãe determinarem.

2. Devo calçar o bebê?

Há várias décadas, acreditava-se que os sapatos de bebê eram essenciais para ajudá-los a ganhar estabilidade. Hoje sabe-se que isso não é verdade e que, além disso, os pequenos precisam do contato direto com o solo para estimular o desenvolvimento do pé.

Por esse motivo, o uso de calçados em bebês é uma questão estética e de proteção contra lesões externas. Por exemplo, quando as superfícies podem machucar seus pés ou possibilitar o acesso de alguns parasitas que causam infecções.

 

Andr descalça: uma das perguntas para o pediatra

Em geral, é aconselhável que os bebês fiquem descalços o máximo possível. Isso não só favorece a maturação dos músculos e estruturas do pé, mas também beneficia o desenvolvimento psicomotor em geral.

3. Existe algum tratamento para cólicas infantis?

Muitos pais confundem cólica infantil com gases infantis. Embora essas condições possam estar relacionadas, isso não significa que sejam sinônimos. Na verdade, a causa exata da cólica não é conhecida e várias associações possíveis foram postuladas.

Para determinar se um bebê está com cólica, é necessário que alguns critérios sejam atendidos. Por sua frequência e segurança, acredita-se que possa ser uma crise de desenvolvimento em bebês e não um sintoma de doença.

Por esse motivo, não existem remédios infalíveis para resolver as cólicas infantis. O que existe são recomendações para passar por essa fase difícil de uma forma mais agradável. Por exemplo, uma boa rotina de massagem.

4. Meu bebê vai iniciar a alimentação complementar, opto pelas papinhas ou BLW?

Essa é uma das dúvidas frequentes que chegam ao pediatra. E é um tanto difícil de responder, uma vez que não há razões científicas para embasar a resposta.

Embora o baby led weaning (BLW), ou desmame guiado pelo bebê, tenha mostrado vários benefícios, isso não significa que começar com as papinhas será prejudicial.

A escolha do método está relacionada às escolhas individuais dos pais e seus modelos parentais. É importante que o pediatra forneça as orientações necessárias, com base nas recomendações das sociedades científicas.

5. Quando o bebê vai dormir a noite toda?

O sono dos bebês é uma das perguntas mais frequentes na consulta com o pediatra, do nascimento à adolescência. Isso acontece porque é um aspecto da vida que amadurece à medida que a criança cresce.

Qualquer pai já deve ter percebido que os bebês dormem de maneira muito diferente dos adultos. A explicação científica é que os recém-nascidos nascem com menos fases do sono do que os mais velhos e levam vários anos para atingir a maturidade.

A norma é que as crianças pequenas acordem muito mais à noite do que as mais velhas. Não importa onde elas durmam, com quem durmam ou como se alimentem.

É provável que o descanso noturno pare de ser interrompido após o terceiro aniversário. Mas os terrores e pesadelos não tardarão a chegar.

6. Posso dar vacinas se meu bebê estiver resfriado?

A vacinação é uma estratégia segura e eficaz para evitar doenças graves e potencialmente fatais. Por esse motivo, deve ser priorizada sempre que possível.

Existem algumas contraindicações temporárias para a sua aplicação, como algumas doenças que coincidem com o momento da vacinação. Mas essa lista não inclui casos leves, como um resfriado.

As contraindicações são limitadas a doenças moderadas ou graves, como uma crise de asma ou diarreia aguda.

Por se tratarem de quadros de resolução rápida, uma vez que a criança esteja curada, será apropriado aplicar a vacina pendente.

7. A dentição causa diarreia e febre?

O processo de erupção dentária geralmente é incômodo, mas em nenhum caso causa doenças em crianças. Embora seja verdade que a inflamação das gengivas provoca vermelhidão, calor e dor na área, não é causa de febre.

As crianças podem babar mais do que o normal, pois ficam com a boca aberta na maior parte do tempo devido à dor. Além disso, elas mordem e estimulam as gengivas com qualquer objeto que esteja ao seu alcance. Apesar de ingerirem muita saliva, esse fenômeno não causa diarreia.

Sobre as perguntas para o pediatra

Amamentação, sono, vacinas, dentes ou alimentação complementar são apenas algumas das centenas de temas que motivam as dúvidas do pediatra. E são questões tão amplas que dificilmente se resolvem em uma única consulta.

É importante anotar todas as dúvidas, e o pediatra deve reservar um momento logo no início da consulta para saná-las. Dessa forma, é possível construir a consulta em torno das dificuldades que a criança e sua família estão passando.

Muitas vezes não é possível resolver todas essas dúvidas ou novas dúvidas surgem no caminho para casa. Para isso, é aconselhável solicitar ao profissional um meio de contato suficientemente confiável ou uma fonte de informações adicionais.

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